Boas Energias às Segundas || 7

Bom dia Margheritas! Bom dia Segunda-Feira!
Hoje trago-vos uma história que me marcou bastante no trabalho. Uma reflexão sobre a importância que damos ao que os outros pensam de nós.



Em certo dia estava com uma senhora que tinha dores no joelho esquerdo. Em conversa, disse-me que dormia melhor sozinha do que com o marido por causa da posição em que colocava o joelho. Disse-lhe em brincadeira para ir dormir para outra cama que não era mal nenhum. Qual é o meu espanto quando ela me diz que não podia ser porque assim tinha de lavar dois jogos de lençóis de cama e as vizinhas iam reparar no estendal e falar. 
Fiquei boquiaberta. Como assim?

Esta história não me saiu da cabeça. É incrível o quanto vivemos em função do que os outros vão pensar ou dizer. Já repararam na importância que isso tem na vida das pessoas? A senhora já tinha mais de 70 anos, vivia numa aldeia e já se sabe que em meios mais pequenos há mais "coscuvilhice", se é que posso dizer assim, mas foi algo muito estranho para mim!
Com tempo também percebi que se a senhora pensa assim é porque ela também iria comentar se visse dois jogos de lençóis pendurados no estendal da vizinha. Os nossos pensamentos, julgamentos e opiniões são reflexo daquilo que somos, das nossas crenças, dos nossos princípios. Ainda que sejam duas gerações completamente diferentes são muito semelhantes no que toca há importância que damos ao que a sociedade vai pensar disto ou daquilo. E é triste.
É triste não vestirmos aquela peça de roupa porque vão comentar. É triste não podermos sair com um rapaz ou uma rapariga porque vão julgar. É triste, em pleno século XXI, estarmos presos às opiniões dos outros quando somos livres.
Tu és livre de ser quem tu quiseres. Tu és livre de vestires o que quiseres. Tu és livre de fazeres o que quiseres. Esquece a sociedade, os comentários, os julgamentos. Apenas vive a tua verdade! E não te esqueças de deixar os outros também viverem a verdade deles.
Sê para os outros o que queres que sejam para ti!

O que achaste desta história? Qual é a tua opinião sobre este assunto? Espero que tenhas gostado desta partilha e que tenha dado para refletir um pouco sobre a sociedade em que vivemos hoje.

E hoje estou grata:
Pelo fim-de-semana maravilhoso que tive
Pela luz do sol
Pelo amor que me rodeia

E tu, estás grata(o) pelo quê?

Sejam felizes!
Um beijinho Margheritas!







5 comentários

  1. Devido à minha orientação sexual desde cedo percebi que não poderia importar com o que os outros pensam, acham, dizem... porque senão não viveria a minha vida. E como costumo dizer, eu nasci livre para ser o que eu quiser e viver a minha vida como quiser.
    Não ligo para julgamentos alheios desde cedo, claro que isso traz represálias, sobretudo nos comentários desagradáveis, mas jamais deixaria de ser feliz para agradar os outros.

    MRS. MARGOT

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  2. É mesmo impressionante como vivemos em função do que os outros possam pensar. E nem nos apercebemos do quanto perdemos por permitirmos isso. Por mais que demore, temos que nos resolver connosco. Porque só assim seremos capazes de nos libertar destas amarras.

    Boa semana, minha linda <3

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  3. Ana Rita gostei muito do teu texto! Parabéns! E lembrei-me de um comentário que ouvi certa vez em que um padre morando em casa paroquial tinha uma secretária que o pessoal comentava ser sua amante porque quando punham roupa de cama ao sol, estavam lá dois travesseiros com fronhas iguais! Grande abraço! Laerte.

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  4. Infelizmente somos livres, mas ainda não usufruímos em pleno dessa liberdade, porque haverá sempre alguém que vai comentar e, enquanto os juízos forem tantos, há sempre alguma coisa que ficará de lado porque pronto.
    Não podemos desistir e temos de ser nós, verdadeiramente, por isso, continuemos a lutar pela nossa verdadeira liberdade e deixar que comentem por aí. Em relação às pessoas mais velhas, não há muito a fazer, porque é algo já tão enraizado nelas :/

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  5. Olá Ana!
    Sim, ainda continuamos a viver muito em função do que X ou Y fala ou pensa de nos...
    Eu tento ao máximo não o fazer mesmo..
    Este ano, foi um ano de viragem para mim, independente de ter marido e dois filhotes em casa, voltei ao teatro amador.
    Existe dias complicados... sei que existe quem esteja contra (de certeza) e que não tem coragem para dizer... mas o caminho é em frente...

    Beijinhos
    Sandra C
    bluestrass.blogspot.com

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